Operação “Desarme 3D”. Prisão preventiva

dciap separador 10

No âmbito de um inquérito dirigido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), após a emissão de mandados de busca judiciais e do Ministério Público (MP), e a detenção em flagrante delito, o MP apresentou, no dia 17 de junho de 2025,  seis detidos a interrogatório judicial. 

Quatro dos detidos encontram-se indiciados pela prática, em coautoria, de crime de infrações relacionadas com grupo terrorista e, cada um, também, pela prática de crimes de infração terrorista, relacionada com a detenção e fabrico de armas em 3D com intenção terrorista. Um destes detidos é chefe da PSP, em comissão de serviço na Polícia Municipal de Lisboa.

Os outros dois detidos, pais de dois arguidos, foram indiciados pela prática de crimes comuns de detenção de arma proibida.

Em causa está uma investigação ao Movimento Armilar Lusitano – M.A.L, grupo terrorista nacionalista, de extrema-direita, anti-imigração e antissistema, apoiado numa milícia armada com arsenal próprio, que preconizava o recurso à violência ideologicamente motivada como necessária para enfrentar a imigração que considerava descontrolada e uma ameaça para Portugal e para os portugueses.

Os membros do grupo agiram com intenção de perturbar e pôr em causa a segurança, o poder e as estruturas públicas e constitucionais.

O Tribunal Central de Instrução Criminal considerou todos os factos e crimes fortemente indiciados e, em consonância com o promovido pelo MP, decidiu sujeitar quatro arguidos a prisão preventiva e os restantes dois à medida de coação de obrigação de apresentação periódica.

A investigação prosseguirá sob direção do DCIAP, com a coadjuvação da Polícia Judiciária.